Fale Conosco
RJ: (21) 3382-9100
SP: (11) 2157-7092

Google Plus

Cinco previsões para redes de telecomunicações em 2017

16•01•2017

Ao vemos um novo ano começando, vislumbramos muitas evoluções empolgantes e promissoras em nosso setor e em nossa região. Aqui listamos as cinco previsões da Ciena para 2017:

  1. A estreia da rede autônomaA rede autônoma. Lembre-se desse termo porque com certeza você vai ouvi-lo muitas vezes esse ano. Embora sejam esperadas algumas atualizações e melhoramentos incrementais nas redes, de vez em quando, esse novo nível de automação e inteligência na camada óptica será verdadeiramente notável. Pela primeira vez, começaremos a ver a coleta de big data na rede juntamente com análises em tempo real, possibilitando tomadas de decisão automatizadas e inteligentes.

Enquanto vimos muitos dos operadores de rede fazendo os seus planejamentos de rede baseados em certas premissas e depois tendo que reagir ao real montante de dados recebido, em 2017 nós começaremos a ver a rede tornar-se mais autônoma e consciente dos seus recursos, de modo a prever e reconfigurar sua capacidade, otimizando os recursos e proporcionando melhor experiência e maior rentabilidade.

Isso é particularmente importante em mercados como o mexicano, que, de acordo com um relatório produzido pelo Instituto Federal de Telecomunicações daquele país, apresentou um aumento de 12% na adoção de banda larga no segundo trimestre de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior. Na verdade, o México ocupa o segundo lugar entre os países com maior crescimento na adoção da banda larga fixa e 56% da população local possui banda larga móvel. A abordagem de tais níveis de crescimento de maneira escalável e economicamente viável requer o tipo de otimização de recursos proporcionada pelas redes autônomas.

  1. OTT continuará pressionando a rede: Devido ao aumento do uso do streaming de vídeo e do consumo público de mídia sob demanda, 2017 deverá ser mais um ano crucial para o crescimento dos serviços over-the-top (OTT). Contudo, qualquer aumento na adoção e no consumo desse tipo de serviço deverá colocar mais pressão financeira e de infraestrutura nos operadores de rede. Com o 5G já aparecendo no horizonte, 2017 provavelmente verá um maior esforço desse grupo e de outros prestadores de serviços para se associarem e se tornarem provedores de soluções OTT próprias a fim de reforçarem as receitas, pressionarem os preços para baixo e fidelizarem os clientes. Especialmente entre provedores triple-play e quad-play atuais e emergentes, o acréscimo de serviços OTT por operadores deverá expandir o mercado e direcionar parte do gasto global a eles relacionados, estimado em US$ 62 bilhões até 2020, de volta para as redes subjacentes. 
  1. As redes submarinas continuarão ressurgindo: Depois de anos pouco faladas ou subestimadas, as redes de cabos submarinos e especialmente aquelas multi-terabits apresentaram recentemente um súbito ressurgimento, impulsionado pela demanda em escala Web e por planos globais de players como Facebook, Microsoft e Google e consequentemente um novo reconhecimento dessa infraestrutura essencial.

Com a América Latina em posição de ter mais implantações de cabos submarinos do que qualquer outro lugar do mundo, a região vai continuar sendo um espaço propício para a inovação, especialmente com as novas e aperfeiçoadas arquiteturas de redes transoceânicas e software de próxima geração capazes de oferecer velocidades de até 200G por grandes distâncias. Some-se a esse mix os benefícios do mundo real na forma de reduções de CAPEX, energia e pegada ecológica, as redes submarinas continuarão fazendo marolas em 2017 – tanto com novas construções como com a atualização dos sistemas existentes para prolongar a vida daqueles já em uso.

  1. “Escolha” se torna a palavra do momento na América Latina: À medida que a inovação aumenta e a construção de redes com maior escolha de fornecedores, muitos operadores em regiões como a América Latina dependerão de provedores que possuam não apenas excelente tecnologia, capacidade de orquestração e valor, mas também conhecimento profundo e os recursos humanos necessários para ajudá-los a executar seus projetos.

Mesmo não acontecendo em outras partes do mundo, já é realidade em nossos mercados no que se refere à transformação da operação e à garantia de tempo de colocação no mercado. As velhas formas de comprar e operar vão se tornar cada vez mais desatualizadas e inadequadas com o passar dos anos. Ao embarcarem nessa jornada para virtualizar suas redes, os operadores da América Latina procurarão parceiros que não só os ajudem a tirar proveito de um ecossistema aberto, como igualmente desenvolvam e executem uma estratégia de colocação no mercado.

  1. A infraestrutura legada ganha uma segunda chance de vida: Está bem, talvez não seja uma vida inteiramente nova, mas o software certamente está empurrando para a frente as datas de validade e encontrando mais valor nesses ativos não tão novos e estruturas de fibra deficientes que prevalecem na região de uma maneira antes considerada impossível.

Tecnologias como orquestração multi-domínio permitem que os operadores integrem o novo mundo do SDN e do NFV às suas implantações degradadas. Dessa forma, a inovação dos novos serviços e a automatização de redes podem aproveitar a base instalada, tanto para os dispositivos de rede quanto para sistemas OSS/BSS legados, para que os operadores de rede possam obter mais valor de seus investimentos atuais. E, veja bem, estamos todos agora um ano mais velhos, então o que há para não se gostar em uma história sobre longevidade e maior agilidade na “terceira idade”?

Por Hector Silva, diretor de tecnologia da Ciena para a América Latina

Empresa de serviço de instalação e manutenção de PABX hibrido digital IP Central telefônica Servidor voz VoIP Gateway celular Interface Cabeamento rede estruturada infraestrutura dados CFTV RJ
Serviço, PABX, hibrido, digital, IP, Central, telefônica, Servidor, voz, VoIP, Gateway, celular, Interface, Cabeamento, estruturado, rede, infraestrutura, dados, CFTV